Show!

A anos espero pra ir a um show dele! Já me surgiram várias oportunidades, algumas não tinha grana outras não ia por motivos de companhia … mas sempre adiava esse encontro. Como boa admiradora do Planet Hemp, passei boa parte da minha adolescência escutando e cantando suas letras. Hoje (alias, a um bom tempo) ela não existe mais, mas deixou em seu lugar o principal represente, Marcelo D2. Recentimente com o lançamento de seu albúm (3º de sua carreira solo Meu samba é assim), vi algumas de suas entrevistas e percebi certo descaso com a carreira, com o público e com seu discurso, mas confesso ainda sim queria vê-lo. Essa semana fiquei sabendo de seu show na programação do sesc. Eram 3: 2 no Sesc Pompéia, a custo de R$ 30,00 e 1 apenas no Sesc Interlagos a custo de R$ 6,00. Escolhi o de Interlagos, sem brigas e sem confusões o show de desenvolveu com uma seleção de músicas que me deixou bem contente! Entre a seleção estavam algumas do falecido Planet Hemp (as melhores e que mais animaram o público) entre outras da sua discografia solo, mas o interessante foi incluir no seu repertório covers de samba, rap e funk. O show que durou pouco mais de 1 hora foi traquilo, sem tumultos e talvez por acontecer na periferia a escolha das músicas foram propositáis. Talvez no Sesc Pompéia a escolha tenha sido outra, ainda bem! rs …

Sujeira Amarela

Fico tão fascinada com a “sujeira amarela” que colore as ruas. Sujeira essa, que nem parece tão sujeira assim. Ela tem origem das árvores de Ypês que embelezam uma praça nos arredores do bairro da saúde em São Paulo. Via a rua toda forrada dos restos da árvore, mas na minha opnião isso as deixa muito mais coloridas e bonitas, principalmente nos dias cinzas, como o dia em que fiz essas fotos. Fica ai os experimentos.

A borracharia

Eu só queria uma fachada para aplicar um belo stencil, mas por ironia arrumei uma bela conversa. Cheguei fotografando e um senhor saiu todo sorridente.

– Posso fotografar, senhor?! perguntei. Ele, ainda mais sorridente respondeu “Claro, entra e pode fotografar aqui dentro também!”.

Entrei, e aos poucos o senhor de 70 anos foi me contando pedaços da sua vida! Contou que a borracharia foi adquirida cerca de 7 anos atrás para complementar sua aposentadoria. Disse que era morador velho nas rendondezas do bairro da Saúde – cerca de 60 anos – e que antes de se aposentar era caminhoneiro, lugar onde aprendeu a profissão que depois lhe garantiria o complemento de renda! A conversa durou pouco mais de 20 minutos, quando no final:

– Bom, preciso ir, mas não perguntei o nome do senhor?! já esticando as mãos.

– S. Mesquita, respondeu me dando um aperto de mão.

A foto da fachada, saiu estourada! Pra minha infelicidade …